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Ieiiii! Saiu minha entrevista com o Milton Hatoum!

Sei que é tietagem, mas ele é incrível!

Eis o link!

No mais, um até breve!

Hola!

Outro dia, lendo o blog de um jovem jornalista a quem admiro muitíssimo (e que tem a coragem de me ouvir falar semanalmente nos projetos dos quais sou educadora), me lembrei de uma canção.

O post – no blog deste caro foca – contava seu trabalho de apuração para uma reportagem sobre Paraisópolis, célebre bairro paulistano que pouco a pouco vem sendo destruído pelo governo em prol dos digníssimos “people of MORUMBA”.

No relato estão desde as sensações da primeira visita ao local, até a conversa com alguns moradores. Entre esses bate-papos, me chamou a atenção a parte em que o meu querido foca escreveu:

“… a prefeitura está expulsando a qualquer custo os moradores de suas casas oferecendo 5000 reais para eles, o que não dá para se sustentar por muito tempo. Conheci uma senhora, mãe de oito filhos, que está em uma área da obra. Ela disse que uma pessoa (que não vou citar o nome) foi lá e deu um prazo de 20 dias e o dinheiro para ela sair. Disse também que não sai de lá por nada.”

****

Eis a razão do post. “Disse também que não sai de lá por nada”. Li o relato, escrito há cerca de uma semana e fiquei dias com a sensação de que já tinha ouvido essa frase.

Muito recentemente, no carro, guiando rumo ao trabalho, ouvindo o álbum “voadeira” da dona salmaso, acendeu minha lampadinha!

Achei a canção e decidi colocá-la aqui – como uma pequena homenagem ao “sr. foca”, mais conhecido como Rafael, que no auge dos seus 19 anos se mostra um comunicador sensível e fascinado pelas possibilidades do relato jornalístico.

É também uma homenagem àquela senhora do relato e aos moradores de Paraisópolis que vieram, ficaram e agora enfrentam a possibilidade de voltarem “mortos de vergonha por sertão de Quixadá”.

Que mais reportagens surjam e que elas, a sua maneira, pressionem o poder público e conquistem de volta a dignidade que está sendo roubada de tantos moradores dos ditos “bairros pobres” paulistanos.

A Violeira

Monica Salmaso

Composição: Antônio Carlos Jobim / Chico Buarque

Desde menina caprichosa e nordestina
Que eu sabia, a minha sina era no Rio vir morar
Em Araripe, topei com o chofer de um jipe
Que descia pra Sergipe pro serviço militar
Esse maluco me largou em Pernambuco
Quando um cara de trabuco me pediu pra namorar
Mais adiante, num estado interessante
Um caixeiro viajante me levou pra Macapá
Uma cigana revelou que a minha sorte
Era ficar naquele Norte, eu não queria acreditar
Juntei os trapos com um velho marinheiro
Viajei no seu cargueiro que encalhou no Ceará
Voltei pro Crato e fui fazer artesanato
De barro bom e barato pra mó de economizar
Eu era um broto e também fiz muito garoto
Um mais bem feito que outro, eles só faltam falar
Juntei a prole e me atirei no São Francisco
Enfrentei raio, corisco, correnteza e coisa má
Inda arrumei com um artista em Pirapora
Mais um filho e vim-me embora
Cá no Rio vim parar
Ver Ipanema foi que nem beber Jurema
Que cenário de cinema que poema à beira-mar
E não tem tira, nem doutor, nem ziguizira
Quero ver quem é que tira nós aqui desse lugar!

Será verdade que eu cheguei nessa cidade
Pra primeira autoridade resolver me escorraçar?
Com a tralha inteira, remontar a Mantiqueira
Até chegar na corredeira e o São Francisco me levar?
Me distrair nos braços de um barqueiro sonso
Despencar na Paulo Afonso no oceano me afogar?
Perder os filhos em Fernando de Noronha
E voltar morta de vergonha pro sertão de Quixadá?
Tem cabimento depois de tanto tormento
Me casar com algum sargento e todo sonho desmanchar
Não tem carranca, nem trator, nem alavanca
Eu quero ver quem é que arranca nós aqui desse lugar!

Eu e minhas desculpas

É! Tá dura a situação… não estou dando conta de alimentar mais de um blog. Escrevo com certa frequência no Café Com Prosa – um blog que educadores da Associação Cidade Escola Aprendiz e eu criamos. É um espaço para discutirmos assuntos variados e indicarmos referências aos jovens que participam de nossos projetos.

Por isso, ando relapsa com este espaço aqui…

Assim, decidi indicar o blog do Café – já que os conteúdos que aparecem por lá também fazem sentido para os mínimos leitores daqui.

Meu último post lá foi sobre o Webby Awards – o Oscar da Internet… vale a pena para quem quiser referências sobre o que rola de invador (seja em forma ou conteúdo) na web.

No mais, deixo meu abraço e a promessa de retornar o quanto antes.

Networking

Música na veia

Há tempos não escrevo sobre música. Fico espantada com o avanço das tecnologias digitais na promoção e acesso ao que vem sendo produzido pelo mundo.

É claro que excluo brilhantes repentistas, cantores de jongo e de tanta música brasileira boa, que, grosso modo, fica perdida na sua localidade, no micro e sem acesso aos meios virtuais de divulgação.

Mas, mesmo assim, não posso deixar de reconhecer os avanços dessas novas tecnologias e da expansão do meio musical na internet. Seja por rapidshare, contestando direitos autorais ou no autorizado creative commons, a música está aí.

É só ver fenômenos bizarros como o da guria Mallu, que estou longe de apreciar, mas que mesmo assim é um incontestável ícone dessa era digital.

Na mesma linha de divulgação virtual, tem muita coisa boa e tem muita gente disponibilizando gratuitamente o que produzem.

Indico aqui uma das minhas bandas favoritas que tem no seu site toda a discografia disponível para download gratuito: www.axialvirtual.com

Indico também o MySpace do Toco Di Cunto… um músico fodido de bom, mas que infelizmente só está lá, “ao vivo” do outro lado do mundo. http://www.myspace.com/tocobr

É uma contradição, não? Acesso ao virtual, mas o presencial continua para poucos. Vale ressaltar porém as iniciativas como a Virada Cultural, que acontecerá agora, neste fim de semana aqui em Sampa.

Para caçar programas gratuitos, indico o site www.catracalivre.com.br!

Na linha do creative commons e comércio justo, tem uma oscip bastante interessante chamada Eletrocooperativa. Eles divulgam e promovem artistas e lançam seus cds a preço de custo, valorizando o direito dos músicos e lançando uma proposta JUSTA e viável para uma nova indústria musical. Vale dar uma passada no http://www.eletrocooperativa.art.br 

Vale ainda dar uma olhadinha nos blogs:

http://www.euovo.blogspot.com

http://www.vicioauditivo.com

E outros tantos que existem por aí!

Abçs virtualíssimos, mas com vontade de presencialidade,

Julia

melhores2008musica

Dando continuidade à proposta deste blog, começo a exercer ou a tentar exercercitar o hábito de postar diariamente.

Porém, já começo com um questionamento e com a necessidade eminente de tomar uma grande decisão: blogar ou não blogar, brincando de Hamlet virtual. Eis o que anunciou minha crise:

Recentemente entrevistei um dos meus escritores favoritos e um grande pensador. Entre perguntas e respostas, esse homem “sem nome” comentou que essa nova leva de escritores virtuais deveria passar menos tempo blogando e mais tempo lendo, pesquisando e analisando referências. Lendo os grandes autores e buscando assim, investigar verdadeiramente suas poéticas.

Assim, cá estou eu. Novamente, quero manter um blog. Novamente, eu também sinto a necessidade de falar com e para o mundo – de ser ouvida, de me fazer comunicar, de responder às angústias que me surgem, dar vazão aos meus medos e claro, compartilhar as piadas de um mundo em crise.

Resta então decidir o modelo de blog que quero. Será que quero deixar minhas ocasionais publicações virtuais de poesia? Será que quero exercer o dito jornalismo open source, comentando fatos e postando fatos ou visões de fato inéditas?

Acredito que estou mais para a segunda opção – já que o lance de diário sobre meu pé não é o que pretendo… ou o que consigo. No mínimo, admiro o esforço dos diários virtuais que são preenchidos com avidez todo o santo dia. Muitas vezes, até mais do que um “post” por dia, “twitteriando” sobre tarefas prosaicas do cotidiano. Juro que cheguei a ler um post de uma garota que escrevia 10 razões pelas quais ela jurava ter a melhor escova de dentes do mundo.

É fascinante essa nova comunicação. De escova de dentes ao imediatismo da informação no Twitter à possibilidade de democratização da mídia (ou ocupação dela) por parte dos meios Open Source, estamos em uma nova era, um novo momento… Resta saber se eu consigo me inserir… se tenho gana, iniciativa blogueira, e real vontade de me comunicar virtualmente…

Sendo assim, já que continuo em dúvida, ao menos faço mais uma tentativa. Vou investir um pouquinho nesse meio aqui e veremos se já não fiquei para “titia” nos adventos da comunicação. 

Abçs sem emoticons … ou ainda, um abç um tanto arredio, assustado, de quem não sabe direito onde está.

Julia

Depois de anos usado o blogspot, decidi migrar aqui para o wordpress. Agora, com uma nova proposta. Não abandonarei o “Sono de 100 anos”, mas agora, tentarei exercitar o exercício de “blogar” – com uma proposta, periodicidade e continuidade.

De quando em quando, trarei poemas do sono para as bandas de cá. Enquanto lá, eu dormia e sonhava, aqui me proponho desperta, caminhando, sentindo com os pés as rugas do tapete. Claro que pé no chão não dá - porque a realidade sem a presença do onírico não me é interessante.

Fica um abraço de boas vindas aos que decidirem por aqui também se aventurar!

E, como diziam os ícones dos anos 80, Ripa na Chulipa! ….

73319233

 

Para quem não sabe ou não se lembra: essa expressão tão cara da minha infância foi uma música do Jairzinho e da Simony!